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Ministro garante que correção de erros nas classificações “é feita em minutos”

Fernando Alexandre foi ouvido na Assembleia da República e negou que tenha havido erros por relatar no projeto-piloto do sistema digital de correção de exames

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garantiu esta terça-feira, 21 de julho, que o processo de correção de eventuais erros nas classificações dos exames nacionais “é feita em segundos ou minutos”. A afirmação foi feita durante uma audição na comissão parlamentar de Educação e Ciência, num momento em que o executivo continua a gerir a polémica em torno das falhas registadas no novo modelo de avaliação digital das provas.

Segundo o governante, entre as 227 mil provas pedidas e distribuídas aos alunos, o número de casos com “desconformidades” é “reduzidíssimo”. O ministro sublinhou que o sistema de pedido de correção está “montado” e “a funcionar”, garantindo aos estudantes a possibilidade de sinalizar rapidamente qualquer erro detetado nas suas provas. Fernando Alexandre fez ainda questão de distinguir este mecanismo do processo de reapreciação das classificações, que segue regras e prazos diferentes.

O tema tem dominado a agenda política nas últimas semanas, depois de sucessivos incidentes na correção digital das provas nacionais, incluindo erros de parametrização, dificuldades de acesso à plataforma e folhas de continuação em falta. O executivo já tinha anunciado uma auditoria externa ao processo, com o objetivo de apurar em detalhe as causas destas falhas, ao mesmo tempo que assegura que nenhum aluno sairá prejudicado nas suas classificações ou no acesso ao ensino superior.

Confronto com antigo presidente do Júri Nacional de Exames

Durante a audição parlamentar, o ministro confrontou diretamente as declarações do antigo presidente do Júri Nacional de Exames (JNE), Luís Duque de Almeida, que tinha afirmado que os professores relataram dificuldades no projeto-piloto do sistema digital, realizado no exame de Filosofia do ano letivo anterior. Fernando Alexandre negou ter conhecimento de qualquer registo formal de erros nessa fase experimental, questionando a ausência de um relatório que sustentasse essas afirmações.

“O senhor ex-presidente do JNE veio falar mas não deixou relatório nenhum. Se ele tem essa informação e não disse a ninguém, vai ter de explicar isso”, declarou o ministro, numa resposta direta à deputada Paula Santos, do PCP, que o questionou sobre este processo. A troca de acusações surge num contexto de crescente pressão política sobre a tutela, com vários partidos a exigirem esclarecimentos sobre a fiabilidade do novo modelo de classificação digital.

Apesar da controvérsia, o Governo mantém a aposta no sistema de correção digital, defendendo que o modelo representa um avanço para o sistema educativo, ao trazer mais rigor e transparência ao processo de avaliação. Fernando Alexandre reiterou ainda que a segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior “provavelmente terá de ser prolongada por mais alguns dias” face ao prazo inicialmente previsto para 14 de setembro, numa medida que visa acautelar eventuais atrasos motivados pelas falhas detetadas ao longo do processo.

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