Sporting resiste a milhões por Catamo e trava novo êxodo
Leões recusam ceder internacional moçambicano apesar de propostas entre 35 e 40 milhões de euros

O Sporting está determinado a não deixar escapar Geny Catamo neste mercado de verão, mesmo com propostas que já chegaram aos 40 milhões de euros. O internacional moçambicano tornou-se um dos ativos mais cobiçados do plantel orientado por Rui Borges, e a SAD leonina não pretende ceder à pressão de clubes estrangeiros interessados em contratá-lo. A intenção do emblema verde e branco é clara: manter o extremo na equipa e evitar mais uma baixa sensível numa janela de transferências já de si atribulada.
As ofertas por Catamo situam-se entre os 35 e os 40 milhões de euros, valores que refletem a valorização do jogador desde a sua chegada a Alvalade. O jogador tem-se afirmado como peça de confiança de Rui Borges, contribuindo com desequilíbrio ofensivo e versatilidade tática, características que o transformaram num alvo apetecível no mercado europeu. Apesar do interesse financeiro que as propostas representam, a direção leonina considera que a saída do internacional moçambicano enfraqueceria de forma significativa o equilíbrio do plantel.
Este cenário surge num momento particularmente sensível para o Sporting, que já perdeu vários nomes de destaque neste defeso. As saídas de Morten Hjulmand, Francisco Trincão, Hidemasa Morita e Geovany Quenda deixaram o plantel mais fragilizado, e a ameaça de novas partidas paira sobre Alvalade. O impacto de um êxodo continuado faz com que a retenção de Catamo ganhe um peso estratégico redobrado para a temporada que se aproxima.
Sporting sob pressão no mercado de transferências
A somar à saída dos quatro jogadores já confirmada, o Sporting enfrenta ainda a possibilidade de perder Ousmane Diomande e Pedro Gonçalves, dois nomes apontados como praticamente encaminhados para outros clubes. Este cenário coloca a SAD leonina numa posição delicada, obrigada a gerir simultaneamente múltiplas frentes de negociação num mercado de verão marcado por saídas sucessivas de jogadores-chave.
Face a este contexto, a recusa em negociar Catamo surge como uma tentativa de travar a hemorragia de talento que tem caracterizado o mercado leonino nas últimas semanas. A retenção do internacional moçambicano é vista internamente como essencial para preservar competitividade e sustentar os objetivos desportivos de Rui Borges para a nova época, sobretudo depois de um verão em que o plantel sofreu alterações profundas.
Resta agora saber se o Sporting conseguirá manter esta posição firme até ao fecho do mercado, num período em que os clubes interessados poderão insistir com propostas ainda mais elevadas. A gestão desta situação será determinante para o equilíbrio da equipa e para as expectativas em torno da próxima temporada, num verão que já ficará marcado pela reformulação significativa do plantel leonino.






