Chapo defende gestão sustentável da terra e água em África
O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu ontem, um maior investimento dos países africanos na gestão sustentável da terra e da água, considerando-as fundamentais para reforçar a resiliência climática e promover o desenvolvimento sustentável.

Numa mensagem divulgada por ocasião do Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação, assinalado ontem, sob o lema “Pastagens: Reconhecer. Respeitar. Restaurar.”, Daniel Chapo, na qualidade de campeão da União Africana para a Gestão de Riscos de Desastres, alertou para a crescente degradação dos ecossistemas de pastagem em África e para os impactos sobre milhões de pessoas que deles dependem.
“Como Estados-membros, devemos investir e trabalhar de forma coordenada na gestão sustentável da terra e da água, como alicerces transversais estratégicos para a resiliência climática, a saúde humana, a produção pecuária, a agricultura, a paz e o desenvolvimento sustentável do nosso continente africano”, disse o chefe de Estado moçambicano.
Segundo Daniel Chapo, as pastagens constituem um dos ecossistemas mais importantes do continente, mas enfrentam actualmente fortes pressões resultantes das alterações climáticas, secas prolongadas, uso insustentável da terra, proliferação de espécies invasoras e insuficiência de investimentos para a sua recuperação.
“As pastagens estão entre os ecossistemas mais importantes em África. No entanto, muitos desses ecossistemas estão sob forte pressão, devido às mudanças climáticas, secas prolongadas, uso insustentável de terra, espécies invasoras e investimentos insuficientes em restauração”, declarou.
O Presidente da República acrescentou que a degradação destes ecossistemas está a provocar redução da produtividade, aumento do “stresse” hídrico, perda da cobertura vegetal, maior risco de desastres naturais e agravamento da vulnerabilidade das comunidades dependentes das pastagens, defendendo uma resposta coordenada dos países africanos para inverter esta tendência.
O Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação é celebrado anualmente desde 1995, por iniciativa das Nações Unidas, para sensibilizar para a cooperação internacional no combate à desertificação e aos efeitos da seca, decorrendo este ano a celebração global oficial no Quénia, país anfitrião do evento.






