Cruz Vermelha alerta para possível duração prolongada da Ébola na RDC
O diretor das operações Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), Bruno Michon, afirmou que a epidemia de Ébola na República Democrática do Congo poderá prolongar-se por cerca de um ano e que o pico do surto ainda não foi atingido.

Segundo Bruno Michon, citado pela agência de notícias Lusa, garante que existem “graves lacunas” nas capacidades de diagnóstico no terreno, o que dificulta a avaliação real da propagação da doença, sublinhando ainda que “o pico não está atrás de nós, mas à nossa frente”, o que mantém o alerta das organizações humanitárias.
Dados da Organização Mundial da Saúde (Organização Mundial da Saúde) indicam que foram registados até ao momento 808 casos e 192 mortes, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 24 por cento. A epidemia, causada pela estirpe Bundibugyo, não tem, de momento, vacina nem tratamento aprovado.
A organização Médicos Sem Fronteiras (Médicos Sem Fronteiras) alerta que os números oficiais poderão não refletir a dimensão real do surto, enquanto a Cruz Vermelha reporta dificuldades no terreno, incluindo ameaças e agressões a voluntários.






