Milan contrata Sankhoun Diawara e Amorim repete fórmula do Sporting e do Manchester United
Central francês de 20 anos, proveniente do Troyes, promovido à Ligue 1, é o terceiro reforço do treinador português para a temporada 2026-27

O AC Milan oficializou esta quarta-feira a contratação do central francês Sankhoun Diawara, mais uma aposta numa jovem promessa por parte de Rúben Amorim, à semelhança do que o técnico português já fez enquanto esteve à frente do Sporting e do Manchester United. O jogador de 20 anos, natural de Paris, chega proveniente do Troyes, clube que ajudou a conquistar o título da Ligue 2 e a subida à Ligue 1 na última época, e assina contrato com os rossoneri até 30 de junho de 2031, com opção de extensão por mais uma temporada.
Diawara é descrito pelo Milan como um central esquerdino que junta qualidade técnica, força física e personalidade, características que o clube italiano considera terem potencial para evoluir ainda mais junto de um plantel mais experiente. O defesa fez a sua estreia sénior em novembro de 2024, na Taça de França, e rapidamente se afirmou como um dos jovens centrais mais promissores do futebol francês. Este é o terceiro reforço do Milan para o mercado de verão orientado por Rúben Amorim, depois da contratação recorde de Gonçalo Ramos junto do Paris Saint-Germain, por cerca de 74 milhões de euros, e da chegada do espanhol Mario Gila, vindo da Lazio.
A operação por Diawara terá ficado fechada por um valor entre dois e três milhões de euros, uma quantia relativamente baixa quando comparada com os outros investimentos do Milan neste mercado, mas que reflete a estratégia habitual de Amorim: apostar cedo em jovens com margem de progressão, à espera de os valorizar com o tempo. O central vai vestir a camisola número 13 e deverá disputar o lugar de reserva imediato de Strahinja Pavlović na defesa milanista, não estando ainda excluída a possibilidade de repartir esta primeira fase da carreira em Itália entre a equipa principal e o Milan Futuro, equipa secundária do clube.
Amorim mantém aposta em jovens talentos
A chegada de Sankhoun Diawara confirma um padrão que Rúben Amorim já tinha tornado familiar tanto no Sporting como no Manchester United: identificar jogadores ainda pouco conhecidos do grande público, normalmente em ligas ou divisões secundárias, e integrá-los rapidamente nos planos da equipa principal, apostando no potencial de valorização a médio prazo. No Sporting, essa fórmula ajudou a revelar vários nomes que mais tarde se tornaram peças importantes do plantel leonino, e a mesma lógica de scouting parece agora repetir-se junto do Milan, com o técnico português a manter grande influência nas escolhas do mercado de transferências do clube.
Para já, o foco do Milan deverá continuar centrado em reforçar o plantel a tempo do arranque da temporada 2026-27, com Amorim a construir um grupo que combina experiência, como a trazida por Gonçalo Ramos e Mario Gila, com apostas jovens de futuro, caso de Sankhoun Diawara. A gestão da concorrência na defesa central, onde Pavlović surge como titular indiscutível, deverá ser um dos temas a acompanhar nas próximas semanas, à medida que o técnico português define a hierarquia do plantel rossonero.
O internacional jovem francês representa, assim, mais um capítulo da aposta de Rúben Amorim em jogadores com margem de crescimento, uma estratégia que já lhe granjeou reputação de bom identificador de talento em diferentes competições europeias. Resta agora a Diawara justificar a confiança depositada pelo Milan, adaptando-se a um novo país, a uma nova liga e às exigências de um clube histórico do futebol italiano.






