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“O fator Jota na visão de Martínez: ‘Podemos ser campeões do Mundo'”

Selecionador nacional esteve no lançamento da biografia oficial do antigo internacional português

Roberto Martínez está convencido que «a força e o espírito» de Diogo Jota vai permitir a Portugal conquistar o Mundial 2026. Uma crença revelada no decorrer do lançamento da biografia oficial do antigo internacional português, escrita pelo jornalista José Manuel Delgado e que conta com o contributo de mais de 90 testemunhos de familiares, amigos e companheiros de profissão.

«Gostava de partilhar uma nota muito importante. No futebol falamos em talento e em momentos-chave, mas eu gosto de dizer que equipas ganhadoras são feitas por jogadores como o Diogo Jota. Na Liga das Nações, no nosso último título, lembro do momento em que o Jota entra no campo frente à Dinamarca e posso dizer hoje que sem o Diogo Jota não tínhamos ganho a Liga das Nações. O sorriso no balneário, o acreditar muito, quando falamos da pessoa que joga o futebol, é muito importante o exemplo de Diogo jota», começa por destacar o selecionador de Portugal.

Uma biografia para os que acompanharam a carreira de Diogo Jota, mas também para as gerações futuras. «Acho que o livro é um legado para nós agora, mas para as gerações do futuro servirá para relembrar o comportamento, o compromisso que um jogador precisa ter numa equipa ganhadora. Agora a seleção tem a força e o espírito do Diogo», destacou ainda o selecionador que quis partilhar mais um momento relacionado com o antigo avançado do Liverpool.

«Só partilhar o momento em que o Rúben Neves, que é o número 21 no campo, o nosso Diogo Jota, marca o seu primeiro golo depois de sessenta jogos, no último minuto, ao estilo do Diogo. É aqui que, com o espírito e a força do Diogo Jota, que eu, como selecionador, acredito que podemos ganhar o Mundial. Por causa da garra, por causa do exemplo daquilo que uma equipa ganhadora precisa. Vai dar a força para ganharmos o Mundial», acrescentou.

Uma biografia que nasce de um desafio lançado por Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, a José Manuel Delgado, «ainda sob o peso recente da tragédia».

«Foram muitas horas de conversas, seguidas por lágrimas, por vezes acompanhada por breves sorrisos quando se iam evocando episódios e lembranças, sem que jamais se perdesse a sobriedade com que esta história exigia ser contada», destacou o autor, com múltiplos a agradecimentos aos contributos de familiares e «amigos de sempre».

Pedro Proença assina o prefácio da biografia que, segundo o próprio, trata-se de «um livro sobre dois heróis», acrescentando que Diogo Jota e o irmão André Silva e o André «serão eternos».

«Há dias em que não queríamos ter acordado e o dia em que o Diogo e o André desapareceram, foi um daqueles dias em que nós queríamos que não tivesse acontecido. Uma palavra de sempre eterno bem-haja a toda a família. O Diogo era uma peça diferente e o míster Martínez diz que seremos muitos mais e o Jota», destacou.

O lançamento da biografia, que já está à venda, contou ainda com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, antigo presidente da República, que se referiu a Diogo Jota como uma pessoa muito especial».

«Queria recordar o último jogo do Jota [final da Liga das Nações, na Alemanha, frente a Espanha] de uma forma sensível. Quando fui ao balneário havia uma euforia única e o mais eufórico era o Jota. Estavam todos felicíssimos e o Jota estava especialmente feliz. (…) Era muito novinho, mas era muito inspirador», revela o antigo Presidente da República.

A biografia, intitulada «Diogo Jota – Nunca mais é muito tempo», publicada pela FPF e editada pela Cultura Editora, já está à venda.

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