Oficial: Messi anuncia retirada da Seleção Argentina
Aos 39 anos, capitão da Albiceleste põe fim a uma ligação de duas décadas à camisola do seu país, semanas depois de perder a final do Mundial 2026

Lionel Messi confirmou, esta segunda-feira, o fim da sua carreira ao serviço da Seleção Argentina. A notícia foi comunicada pelo próprio através de uma extensa mensagem publicada nas redes sociais, na qual o capitão da Albiceleste explica os motivos que o levaram a esta decisão, descrita como profundamente dolorosa apesar de sentida como necessária.
O anúncio surge cerca de mês e meio depois de a Argentina ter perdido a final do Mundial 2026 frente à Espanha, por 1-0, resultado que ditou o segundo lugar da seleção sul-americana na prova. Segundo Messi revelou, o texto de despedida foi na verdade escrito ainda a 21 de julho, dois dias após aquele desaire, mas a decisão só se tornou definitiva mais tarde, após a morte do seu pai, episódio que o capitão argentino refere como determinante para reforçar a certeza de que este era, de facto, o momento de terminar este capítulo da carreira.
Aos 39 anos, o avançado despede-se de duas décadas de Seleção, um percurso que se iniciou a 17 de agosto de 2005, num particular frente à Hungria, em Budapeste. Entre os títulos mais marcantes desta longa trajetória constam a conquista do Mundial do Catar, em 2022, duas Copa América e uma Finalissima, além das finais perdidas em 2014 e, agora, em 2026, que fazem de Messi o jogador com mais presenças em fases finais de Campeonatos do Mundo pela Argentina.
Uma despedida marcada pela emoção
N carta publicada nas redes sociais, Messi assume que sempre deu tudo pela camisola argentina, destacando o orgulho de ter contribuído para tornar milhões de compatriotas felizes através do futebol. O capitão agradece ainda a companheiros, treinadores e dirigentes com quem se cruzou ao longo da carreira internacional, deixando clara a intenção de abrir espaço a uma nova geração de jogadores que, nas suas próprias palavras, já mereceriam ter mais protagonismo na seleção.
A reação nas redes sociais argentinas foi imediata, com uma vaga de homenagens ao maior ídolo do futebol do país nos últimos anos. O momento da despedida ganha ainda maior carga simbólica por surgir poucas semanas depois de uma fase particularmente dura na vida pessoal do jogador, marcada pela perda do pai, e menos de dois meses após o desfecho amargo da final do Mundial em solo norte-americano.
Com este anúncio, fecha-se definitivamente um dos ciclos mais vitoriosos da história do futebol argentino, liderado por um jogador que transformou a relação entre o país e a sua Seleção. Resta agora à Federação Argentina de Futebol gerir a transição para uma nova era, sem o seu capitão histórico, mas com o legado de Messi a permanecer como referência incontornável para as próximas gerações de futebolistas albicelestes






