Benfica

Palhinha: o herdeiro de Javi García, Matic e Fejsa no meio-campo do Benfica

Depois de anos sem um "6" dominante na área aérea e na recuperação de bola, as águias preparam-se para reforçar a equipa com um autêntico "destruidor"

O Benfica prepara-se para colmatar uma lacuna que se arrasta há vários anos: a falta de um médio defensivo imponente, capaz de dominar o jogo aéreo e de travar as transições adversárias com contundência. Essa função deverá agora recair sobre João Palhinha, que se encontra a um passo de assinar pelas águias depois de longos meses de negociação com o Bayern Munique. O internacional português, de 31 anos, surge como o jogador escolhido para devolver ao clube a robustez que faltava nessa posição desde os tempos de Ljubomir Fejsa.

O perfil físico e o estilo de jogo de Palhinha aproximam-no diretamente de outros médios que marcaram época na Luz nesta posição. Antes dele, jogadores como Javi García, Nemanja Matic e o próprio Fejsa impuseram-se pela capacidade de “limpar” a frente da defesa e dar segurança ao coletivo, características que a estrutura liderada por Rui Costa identificou também no atual internacional português. Segundo o comentador Gonçalo Monteiro, o médio poderá tornar-se uma peça central na organização do Benfica, sobretudo pela solidez que oferece na função de trinco. (Glorioso 1904)

O impacto tático da contratação vai além da simples reposição de um “6” físico. De acordo com uma análise recente publicada pelo SOL, a chegada de Palhinha a essa posição deverá reforçar significativamente a zona central defensiva, junto de nomes como Tomás Araújo, Lenglet e Alessandro Circati, funcionando ainda como elo de ligação com Aursnes e ajudando a formar um meio-campo mais equilibrado, (SOL) independentemente de quem ocupe o terceiro lugar nesse setor. Este reforço surge assim como resposta direta a uma necessidade identificada pela equipa técnica de Marco Silva ao longo da temporada.

Trinco do Benfica: números e contexto do negócio

A operação que trará Palhinha para a Luz já está praticamente fechada. O Benfica encontrou entendimento com o Bayern Munique por um valor fixo de 14 milhões de euros, a que podem acrescer mais cinco milhões consoante o cumprimento de objetivos, dos quais três milhões são considerados de fácil concretização. (Jornal Record) O clube alemão exigia inicialmente 25 milhões de euros pelo médio, mas a insistência da SAD encarnada permitiu reduzir substancialmente esse valor ao longo das negociações.

No plano contratual, Palhinha deverá assinar por quatro épocas, com um salário líquido próximo dos 2,5 milhões de euros por temporada, além de um prémio de assinatura de cerca de um milhão de euros. (Jornal Record) Para o médio, a mudança representa também um regresso a casa depois de uma passagem irregular pela Baviera, motivada pela vontade de estar mais próximo do crescimento dos filhos e de voltar a trabalhar com Marco Silva, treinador que o convenceu a rejeitar outras propostas, nomeadamente do Newcastle.

Com o acordo praticamente selado, falta apenas formalizar os últimos detalhes burocráticos entre os dois clubes para que Palhinha possa vestir de vermelho e assumir, em definitivo, o papel de “6” dominador que o Benfica não tinha desde a saída de Fejsa. A expectativa em torno do jogador é elevada, tanto pela bagagem internacional que traz do Sporting e da Premier League como pela missão de devolver ao meio-campo encarnado a contundência que jogadores como Javi García e Matic um dia representaram.

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