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Slavko Vincic vai soprar o apito na final do Mundial

As finais do Campeonato do Mundo decidem-se pelos pés dos craques, mas, por vezes, também pelo silêncio de um apito. É esse silêncio que Slavko Vincic procurará preservar quando Espanha e Argentina disputarem o título maior do futebol.

O esloveno chega ao derradeiro acto sem carregar o peso da polémica. Dirigiu apenas três encontros neste Mundial, entre eles a estreia do Brasil frente a Marrocos, e fê-lo com a discrição que distingue os árbitros de elite.

A experiência também fala por si. Vincic já sentiu a responsabilidade de uma final da Liga dos Campeões, onde o Real Madrid ergueu mais um troféu europeu. Agora, sobe um degrau ainda mais alto, naquele que será o momento mais marcante da sua carreira.

No MetLife Stadium não estará sozinho. Terá ao seu lado os compatriotas Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic, enquanto o alemão Bastian Dankert vigiará cada lance a partir da sala do VAR. Uma equipa preparada para decidir em fracções de segundo.

Até aqui, o seu Mundial foi pautado pela serenidade. Mostrou apenas dois cartões amarelos no Brasil-Marrocos e exibiu um único vermelho, no México-Equador, ao aplicar a regra que pune quem cobre a boca durante discussões em campo.

Quando a taça encontrar o seu novo dono, poucos desejarão recordar o nome do árbitro. Esse é o estranho destino de quem veste de negro: quanto menos se falar dele, maior terá sido a sua exibição. E, numa final do Mundo, não existe elogio

maior.

 

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