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Cucurella torna-se o 12.º madridista a conquistar o Mundial

Defesa espanhol junta-se a uma lista histórica após o triunfo da Espanha sobre a Argentina na final da competição

A Espanha sagrou-se campeã do Mundo pela segunda vez na sua história, ao vencer a Argentina por 1-0, na final da Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Com esta conquista, Marc Cucurella, lateral do Real Madrid, tornou-se o 12.º jogador do clube merengue a erguer o troféu mundial, sucedendo a Raphaël Varane, campeão em 2018 pela seleção francesa. O jogo decisivo, disputado num estádio de Nova Jérsia, ficou decidido apenas na prorrogação.

O golo que garantiu o título espanhol surgiu aos 106 minutos, apontado por Ferrán Torres, depois de um encontro equilibrado em que nenhuma das equipas conseguiu marcar nos 90 minutos regulamentares. Cucurella foi titular e disputou a totalidade dos minutos ao longo de toda a fase final do torneio, tendo sido uma peça relevante no equilíbrio defensivo da seleção espanhola, sobretudo diante do perigo ofensivo representado por Lionel Messi e Julián Álvarez. A vitória confirma a Espanha como uma das seleções mais competitivas da atual geração, mais de uma década depois do título conquistado na África do Sul, em 2010.

O feito de Cucurella insere-se numa tradição que remonta a 1974, quando o alemão Günter Netzer, então ao serviço do Real Madrid, foi o primeiro madridista a sagrar-se campeão do Mundo. A lista destes jogadores atravessa décadas e seleções distintas, refletindo o peso histórico do clube espanhol na formação de campeões mundiais, independentemente da nacionalidade dos seus atletas.

Uma lista que já soma 12 nomes ao longo da história

Depois de Netzer, o argentino Jorge Valdano juntou-se ao grupo em 1986, no Mundial do México, vencido pela Argentina. Seguiram-se o francês Christian Karembeu, campeão em 1998 em casa, e o brasileiro Roberto Carlos, que conquistou o título em 2002, no Japão e na Coreia do Sul. Em 2010, o Real Madrid contribuiu com cinco jogadores para o triunfo espanhol: Iker Casillas, capitão da equipa, Sergio Ramos, Xabi Alonso, Álvaro Arbeloa e Raúl Albiol. Sami Khedira somou-se à lista em 2014, com a Alemanha, antes de Varane repetir o feito em 2018.

A chegada de Cucurella a este grupo seleto ganha ainda maior relevância por outro pormenor: o defesa espanhol tornou-se o único jogador a conquistar, no mesmo ciclo, o Mundial de Clubes da FIFA e o Campeonato do Mundo de seleções. O espanhol e Enzo Fernández, médio argentino, eram os dois únicos futebolistas da final com essa possibilidade em aberto, uma vez que ambos tinham sido campeões do Mundial de Clubes pelo Chelsea. Com o desfecho favorável à Espanha, apenas Cucurella completou este duplo feito inédito.

O triunfo espanhol encerra um percurso sólido no torneio, com a seleção a eliminar a França nas meias-finais, e reforça a posição do Real Madrid como o clube com maior contribuição histórica para títulos mundiais de seleções. Para Cucurella, reforço recente do plantel merengue, o Mundial de 2026 marca assim uma estreia de peso na camisola do clube espanhol, somando-se a um legado que continua a crescer a cada edição da competição.

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