Furtos de catalisadores disparam quase 19% em Portugal
GNR alerta para a expansão das redes criminosas responsáveis por quase quatro ocorrências por dia em todo o país

O furto de catalisadores está a disparar em Portugal, com a GNR a assinalar, esta sexta-feira, um crescimento de cerca de 19% neste tipo de crime durante o primeiro semestre de 2026. A comparação foi feita face ao mesmo período do ano anterior, revelando uma tendência preocupante para as autoridades.
Segundo os dados avançados pela guarda, o país regista atualmente uma média de quase quatro furtos de catalisadores por dia, um número que reflete a intensidade com que este fenómeno se tem espalhado pelo território nacional. O aumento homólogo de 19% confirma que o problema não se trata de um pico isolado, mas de uma tendência sustentada ao longo dos últimos meses.
Este crescimento acentuado no roubo de catalisadores tem vindo a preocupar as autoridades, que associam o fenómeno à valorização dos metais preciosos presentes nestes componentes automóveis, como a platina, o paládio e o ródio. O impacto faz-se sentir sobretudo entre os proprietários de veículos, confrontados com prejuízos crescentes e reparações dispendiosas.
Redes criminosas por trás do furto de catalisadores
De acordo com o alerta da GNR, o aumento dos furtos está diretamente relacionado com a expansão de redes criminosas organizadas, que atuam de forma coordenada em diferentes zonas do país. Estas estruturas têm vindo a aperfeiçoar os métodos de atuação, tornando os furtos mais rápidos e difíceis de detetar.
A guarda tem reforçado a vigilância e as ações de prevenção junto de zonas identificadas como mais suscetíveis a este tipo de criminalidade, procurando travar o avanço das redes que lucram com a revenda destes componentes. O fenómeno tem exigido uma resposta mais articulada das forças de segurança, face à sofisticação crescente dos grupos envolvidos.
Perante este cenário, a GNR reforça o apelo à população para que adote medidas preventivas, como estacionar em locais vigiados ou bem iluminados, de forma a reduzir a exposição a este tipo de furto. As autoridades garantem que vão manter a monitorização da situação, com o objetivo de inverter a tendência de crescimento registada no primeiro semestre de 2026.






